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domingo, 9 de outubro de 2011

Acelere o seu aprendizado!

Quando gostamos muito de algum idioma sempre queremos aprender logo a dominar o vocabulário, as regras gramaticais, escutar e compreender , falar, etc...O mais comum são pessoas que começam um projeto com todo o pique e com o tempo, vão reduzindo o foco, e passando a colocar menos energia no seu objetivo.

Se você planejar estudar de forma autodidata e basear quase 100% do seu estudo em livros e leituras, você realmente estará correndo o risco de "desanimar" cedo... Então, para que a assimilação seja mais completa e o estudo seja mais dinâmico, você deve, além de manter as leituras ( nem que seja 15 min por dia), assistir a filmes, ver os vídeos do youtube ( tem um post indicando uma série para o francês), escrever... etc.

Mas e o tempo pra tudo isso? É a primeira pergunta que nos fazemos , certo? Nesse caso, temos que ser criativos e flexíveis e tentar sim, aproveitar alguns intervalos. Escutar CDs no carro, durante o tempo de na ida e volta do trabalho, ou também (pra mim funciona), aproveitar o tempo de exercício aeróbico lendo revistas ou livros em francês ( mas aqueles pequenos, de leitura que flua mais fácil - dica: le Petit Prince e outros que indicarei em um próximo post). Eu, particularmente, gosto muito de ler a essa hora porque quando você olhar para o relógio verá que se passaram 20, 20 minutos , sem você se dar conta. E ao final, além de ter estudado, você se exercitou , economizou tempo, e ainda aprendeu!!!

http://livraria.folha.com.br/catalogo/1011129/frances15 Minutos
FrancêsAprenda o Idioma com Apenas 15 Minutos de Prática Diária
Um livro para quem quer aprender francês de uma maneira fácil, rápida e eficaz. A obra apresenta um curso prático para todos que estão começando do zero ou os que desejam reforçar seus conhecimentos no idioma.  Contém exercícios ilustrados divididos em aulas temáticas, de 15 minutos por dia, durante 12 semanas, com exemplos do cotidiano que abrangem os mais diversos tipos de situações.
Dois CDs, com duração aproximada de 60 minutos cada, ajudam o leitor a aprimorar a pronúncia, ouvindo diálogos de franceses nativos.  Televendas 0800-140090 - Por: R$ 33,50

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Expressões Idiomáticas ING E FRA - Site completo!!!!

Acho curioso como conseguimos gravar tão bem uma expressão e às vezes temos mais dificuldade em memorizar o siginificado de uma só palavra. Acredito que deve ser porque quando lemos e descobrimos o significado da expressão, fazemos uma associação mais completa, com mais de 2 elementos, o que inclusive é uma das dicas mais comuns de memorização. Todos já devem ter escutado falar em alguém que decora o nome das pessoas de 1ª. A dica é associar o nome a qualquer característica que faça sentido pra VOCÊ ( Rafaella+blusa verde). Penso que quanto mais associações mais fácil de relembrar, pois se uma não vier à memória, a outra pode vir. Então acredito que, ao tentarmos memorizar essas expressões deva acontecer o mesmo circuito no nosso cérebro.. e de uma forma ainda mais interessante, por além de envolver vários elementos, estes ainda são associados uns aos outros de forma metafórica. E eu também sempre gostei muito de metáforas...

Faça um teste, leia algumas expressões no site abaixo (excelente!!!) e anote algumas (sem a tradução, claro) em um papel. Suma (rs) com esse papel e torne a lê-lo depois de alguns meses. Você irá se surpreender! Digo isso porque percebi que sempre que aprendia novas expressões, eu as assimilava com  maior facilidade do que palavras soltas, memorizando-as de uma forma mais eficiente, então resolvi dar essa dica e ainda colocar a minha "teoria" acima rssss (também adoro inventar teorias rsss).

Acesse http://www.expressoesidiomaticas.com.br/idiomaticas/Default_f.htm , escolha inglês ou francês, e busque pela inicial das palavras. O site é bem rico.

Veja algumas expressões em francês:

Par accident - por acaso (é fácil descobrir o significado se lermos "par accidente", mas se você quiser dizer por acaso, está aí a forma correta).

Page d'accueil -  home page (accueil vem de acueillir, acolher;  home , nesse caso, dispensa explicação)

Tirer une affaire au clair - pôr em pratos limpos

Je n'ai rien à foutre - Não me interessa (foutre significa...http://translate.google.com.br/#fr|pt|foutre rss)

Mettre la dernière touche à quelque chose - dar o último toque, concluir

Chauffeur de dimanche - mau motorista rss...

Savoir sur le bout du doigt  - conhecer alguém muito bem, a fundo ( ipsis literis, ao pé da letra, significaria reconhecer alguém pela ponta do dedo)

Vivre dans une prison dorée - ter muito dinheiro mas não aproveitar a vida ( "viver em uma prisão dourada") . Este achei muito interessante, pois podemos conhecer muitos dos valores de uma cultura conhecendo as suas expressões. Se eles criam uma expressão só para aquele situação específica, é porque realmente a percebem como importante. Essa idéia de ter $ mas não aproveitar até casou com o resultado de uma pesquisa sobre qualidade de vida que li esses tempos atrás, os franceses foram um dos povos que mais se importavam com a qualidade de vida de verdade (relacionamentos pessoais, lazer, esportes,cultura, tempo livre, etc)  do que com o "ter".

No mesmo site, como comentei, também há várias expressões em inglês. Mas aqui coloquei apenas algumas do meu idioma predileto :).

Se quiser aproveitar pra saber a conjugação do verbo em outras pessoas, procure-o no site http://www.leconjugueur.com/conjugaison. Ele te dá a lista com a conjugação em todossss os tempos possíveis e você ainda pode imprimir todas elas em uma folha só (uma página por verbo).

Bisousss



terça-feira, 6 de setembro de 2011

Stephen Krashen : Aquisição e Aprendizagem


Quem gosta da área, com certeza já deve ter escutado esse nome várias vezes! Stephen Krashen. É linguista renomado, professor da University of Southern California (USC), e pesquisador da área de educação,  Linguística aplicada, na área de aquisição de segunda língua, e educação bilíngue . Ele é mais conhecido pela sua de Teoria da Aquisição da Segunda Língua e por ter sido cofundador do que chamam de Abordagem Natural à aprendizagem de línguas estrangeiras.

Krashen defende que a aprendizagem ocorre de forma natural, exatamente como ocorre com a nossa língua materna. Pra ele,  o mesmo ocorre com as línguas estrangeiras, ou seja, elas não são habilidades ensinadas, estudadas ou memorizadas, mas sim assimiladas e desenvolvidas gradativamente, de forma natural, em situações reais de comunicação, fruto de convívio humano em ambientes autênticos da cultura estrangeira.
Segundo sua teoria, uma pessoa pode desenvolver a competência em uma segunda língua através da aquisição ou da aprendizagem. A aquisição seria a forma natural, subconsciente,  e a aprendizegem seria a forma consciente,  a que temos em salas de aula. A aquisição então é que seria mais eficiente, pois ela se dá de forma semelhante à que a criança utiliza para desenvolver a primeira língua, ou seja, de forma subconsciente, natural, ocorrendo em situações comunicativas no mundo real. Normalmente, a criança não está consciente do fato de que está adquirindo a linguagem, mas está consciente de que a está utilizando para a comunicação, embora não tenha preocupações de acerto com relação às regras gramaticais.  Isso que seria o ideal, preocupar-se em compreender as mensagens que se recebe e envia e não com as regras gramaticais. Essas podem ser "acertadas" mais tarde, depois que já tivermos mais base e tranquilidade para nos comunicar na nova língua.

Resumindo, os melhores métodos são, então,  por meio de "input" (você pode ver um outro post explicando melhor sobre input e output + dicas aqui no Babel Fun - procure em marcadores) , quando recebemos a mensagem de forma compreensível, em situações de baixa ansiedade, e com mensagens que realmente queremos ouvir, pois dessa forma nosso cérebro estará focado em compreender a mensagem assim como fazemos quando aprendermos a língua-materna. Estes métodos são eficientes  porque não forçam a produção (falar e escrever = output)  no início da segunda língua, mas permitem que os alunos só produzam quando são 'prontos'. Essa teoria reforça assim a idéia de que um aprendizado realmente eficiente só acontece quando se oferece subsídios para isso, e não quando se forçam os alunos a decorarem vocabulário, regras gramaticais, e a falarem e escreverem. A pessoa deve ter base ( após muita leitura e escuta), e quando a tem fica muito mais fácil falar e escrever, reduzindo uma das maiores barreiras ao aprendizado, a insegurança e o medo de errar ( aqui no blog também coloquei um post sobre barreiras psicológicas e a influência da personalidade no processo de aprendizado).

Krashen defende ainda a idéia de que, para adquirir uma língua, a pessoa deve ser exposta a amostras de linguagem que estejam em um nível ligeiramente de suas habilidades, como se subissem degraus de uma ( para quem gosta de psicologia, essa é uma teoria semelhante à que foi foi desenvolvida por Vygotsky, com suas Zonas de Desenvolvimento Proximal).
E para a  teoria da Abordagem Natural, Krashen adicionou a idéia de que os filtros afetivos ou barreiras emocionais devem ser baixados para que a aprendizagem aconteça.

Texto adaptado.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Aprender por meio da intuição!?

Se você gosta de línguas mas nunca foi chegado da "tal da gramática" , vai gostar de ler esse post! Se formos estudar em por exemplo, qualquer livro de inglês, eles vão nos ensinar que se formos usar mais de um adjetivo em uma frase temos que colocá-los em uma certa ordem: adjetivos de opinião: geral/específico adjetivos descritivos: tamanho/idade/forma/cor/nacionalidade
/material. Em seguida teríamos que fazer algum exercício para montar frases e então vermos se aprendemos bem a "lição".... mas peraí..... escrever e pensar antes de responder uma questão de gramática é uma coisa... mas e se estivermos precisando responder um e-mail na correria do trabalho ou pior, se estivermos conversando com alguém???? Praticamente impossível fazer essa "paradinha pra raciocinar", certo??? Isso porque, com certeza, você não pode fazer o exercício usando sua intuição (qual intuição você pode ter após ver apenas dois exemplos?), ou seja , o livro exige que você use as regras gramaticais. Em uma conversa ou antes de responder ao e-mail, você não teria tempo para parar, "classificar os adjetivos dentro de um dos grupos" ("tamanho", "idade", etc.), e então colocá-los na ordem de acordo com a regra . Pra isso você teria que lembrar da regra para cada adjetivo, descobrir a qual tipo se refere cada adjetivo (de tamanho, idade, forma, cor, nacionalidade, ou matéria?) e ainda ordenar os adjetivos de acordo com a regra. Imagine ter que fazer todas estas coisas sempre que escrever ou falar uma frase com 2 ou mais adjetivos....!!!! São exatamente essas “tarefas” que teríamos que fazer em questão de segundos que "jogariam a nossa fluência por água abaixo"...

Mas então, qual seria a solução? Aprender por input. Você pode ler muitas frases com adjetivos e adquirir um conhecimento natural,um conhecimento intuitivo sobre a regra do adjetivo. Ao invés de memorizar as regras e usá-las para construir frases, você pode tê-las corretas na sua cabeça e seu cérebro irá imitá-las. Dessa forma, podemos aprender a falar e escrever muito mais rápido.

Pode parecer estranho falar em conhecimento intuitivo.. você deve estar pensando... que balela.. desde quando estudar as regras foi prejudicial? Não é bem o que quis dizer , é importante sim conhecê-las MAS, te garanto que ler com frequência vai fazer ym efeito muito, MUITO melhor e mais rápido. POsso mostrar isso agora, fazendo um testezinho: como você falaria as frases abaixo?

big black british horse  or  black british big horse ?

A beautiful white house   or   A white beautiful house ?

Une belle femme brésilienne ou  Une brésilienne belle femme ?

Une grande maison blanche ou Une maison blanche grande?

Agora você pode perceber o queremos dizer com conhecimeno intuitivo, certo? Não foi preciso para e pensar na regra, ordenando cada termo...Você simplesmente sabe a resposta, sem mesmo saber explicar por quê!! Essa é a beleza da intuição, sempre que você precisa ela te responde, certeira e prontamente!!


Sabemos também que aprender por input exige um bom esforço, mas isso é fato para tudo que buscamos aprender bem, então você precisa passar bastante tempo lendo e ouvindo o novo idioma. A dica para tornar essa rotina mais interessante, é buscar por assuntos e meios de seu interesse. Músicas, livros, revistas, vídeos, filmes do seu estilo ou diretor preferido, enfim, pelos meios e assuntos que mais lhe agradarem!!

Texto adaptado para o Babel Fun!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ouvir, ler, falar ou escrever? Todos essenciais, mas em que ordem?

Input e Output são duas palavras muito importantes para quem estuda línguas estrangeiras. Mesmo assim, muita gente as desconhece até mesmo em cursos de Letras Estrangeiras.
Em línguas, Input é tudo o que se recebe ,  tudo o que lemos e escutamos. Output é tudo o que produzimos, tudo o que falamos e escrevemos. Portanto, pensando nas  quatro habilidades praticadas a se estudar uma nova  língua (ler, escrever, falar e ouvir),  pode-se perceber que ler e ouvir são atividades de Input, enquanto falar e escrever são atividades de Output.
Agora, qual das duas é mais importante?  Eu, particularmene, concordo que o Input é muito mais importante,  pois nos ajuda a conhecer novas palavras, a nos acostumar com a nova estrutura  de linguagem, nos proporcionando um maior feeling para com a língua. Uma  grande quantidade de Input, ou seja, exposição à língua, aumenta nosso vocabulário passivo, ou seja, passamos a entender cada vez mais e mais. Quando mais se ouve e se lê, mais se entende.
Já o  Output, refere-se basicamente  a falar e a escrever. O Output também é importante , porém,  depende de um bom vocabulário, assim como um bom entendimento da língua.. o que nos faz concluir que definitivamente, nos torna dependendentes do que assimilamos por meio do Input. Escrever e falar é sempre mais difícil do que entender. Mesmo em nossa língua nativa, o número de palavras que entendemos é muito maior do que o número de palavras que utilizamos. Por exemplo, podemos entender discursos de políticos, mas não falamos como eles, podemos ir a uma palestra sobre filosofia e entendermos tudo, porém muitas palavras que escutamos nunca iremos usar. Essa é a diferença entre vocabulário ativo e passivo. O nosso vocabulário passivo é muito maior em nossa língua nativa, e assim será na língua estrangeira.
Atualmente o Output, ou seja, exercícios de fala e escrita são muito mais valorizados e exigidos, porém os curso de idiomas não atentam para o fato de que , com pouco Input, os alunos não podem adquirir confiança e nem mesmo vocabulário suficientes . Portanto, o ideal é, antes, enriquecer o seu vocabulário e acostumar o máximo que possível a sua escuta ao novo idioma. Dessa forma, você terá mais base, mais confiança e mais desenvoltura para criar textos e adquirir fluência verbal.
E a melhor forma de receber Input é lendo livros e revistas, escutando músicas , vendo programas de TV, filmes, vídeos , enfim, o que mais lhe agradar ( porém lembre-se de variar os meios,  a língua, mais naturalmente poderá desenvolver as escrita  e a  tão desejada fluência verbal. 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Qual a melhor idade para aprender uma 2ª língua?

Segundo pesquisas, a melhor fase da vida para aprender um segundo idioma, com ótimo desempenho de pronúncia e fluência, é a infância. 
 
Nessa fase, o cérebro está em pleno desenvolvimento, o que facilita a construção de novas habilidades. Portanto, qualquer criança que não apresente nenhum déficit neurológico tem capacidade de aprender a falar um outro idioma ao qual for exposta, independentemente de sua nacionalidade. A esse período de maior aprendizagem dá-se o nome de "período crítico". Vários são os defensores desse conceito. Em média, os estudiosos afirmam que a melhor idade para o aprendizado de línguas estrangeiras situa-se entre os 4 e os 10 anos de idade. Acredita-se que nessa fase, pelo fato de a língua materna ainda não estar firmemente estruturada e fixada, ela não interfere no processo de aprendizagem.

Existem diversos fatores que ajudam a explicar o fenômeno da idade crítica. Segundo Stephen Krashen, um dos pioneiros do movimento comunicativo de aprendizagem, existem algumas hipóteses que explicam a aquisição de uma segunda língua, como por exemplo:

1) Aquisição X aprendizagem
Uma pessoa pode desenvolver a competência em uma segunda língua através da aquisição ou da aprendizagem. A aquisição se dá de forma semelhante à que a criança utiliza para desenvolver a primeira língua, ou seja, de forma subconsciente. Normalmente, a criança não está consciente do fato de que está adquirindo a linguagem, mas está consciente de que a está utilizando para a comunicação, embora não tenha preocupações de acerto com relação às regras gramaticais.
Já a aprendizagem refere-se ao conhecimento consciente de uma segunda língua e da utilização de suas regras. É o que se chama de conhecimento formal da língua; é o aprender sobre a língua.

2) Input
Durante a aquisição, o aluno passa por estágios nos quais recebe "linguagem", que de certa forma está sendo colocada "dentro do aluno". Depende dele aceitar recebê-la ou não. A isso se dá o nome de input. O input pode advir do professor, dos materiais e dos próprios colegas. Ele deve ser compreensível, mas sempre um pouco acima do seu nível de competência para que ocorra a aquisição da língua. Também pode ser utilizado um discurso simplificado caracterizado por uma velocidade mais lenta, repetição, etc. para que possa ocorrer a comunicação. O aluno progride de forma natural.

Dessa forma, conclui-se que os ambientes de convívio da criança são mais propícios ao aprendizado de línguas e que a função do professor é a de tornar o input compreensível, promovendo situações nas quais a comunicação seja necessária (caso contrário, não haverá aquisição).

Assim, o foco é a mensagem e a comunicação. O aluno não está preocupado com o "como dizer", mas sim com o "o que dizer". Porém, da qualidade e quantidade do input recebido pelo aluno depende a sua produção lingüística.

3) Filtro afetivo
O filtro afetivo está relacionado à motivação, ansiedade e autoconfiança. Eles impedem ou facilitam o recebimento de input. Portanto, influem no processo de aquisição de uma língua mais do que no de aprendizagem. Isso explica porque pessoas expostas a uma grande quantidade de input às vezes não atingem o nível desejado e esperado.

Portanto, a situação ideal para ensino seria aquela que:
  • causa menos ansiedade, falta de autoconfiança e inibição, ou seja, encorajando a diminuição das barreiras psicológicas;
  • motiva o maior número de alunos;
  • desenvolve atitudes receptivas à aprendizagem, favorecendo a busca e recepção de input.
Fica claro e evidente que as crianças têm uma capacidade de assimilação superior a dos adultos, já que estão livres de bloqueios inerentes aos adolescentes e, principalmente, adultos, devido ao ritmo de vida que possuem.

Lateralização do cérebro
Há, no entanto, outras explicações para a questão da idade crítica. Segundo alguns estudiosos, uma delas é a da lateralização do cérebro.
De acordo com pesquisas na área da neurologia, no cérebro de uma criança os dois hemisférios estão mais interligados do que no cérebro de um adulto. A assimilação da língua ocorre do hemisfério direito (que é o lado criativo, responsável pelas emoções, percepção e construção de modelos e estrutura de conhecimento) para o hemisfério esquerdo (que é o lado lógico, analítico), tornando-se a habilidade permanente.

Audição precisa e flexibilidade muscular do aparelho articulatório
Podemos também citar outros fatores que ajudam a explicar a marcante superioridade infantil no processo de assimilação de uma língua: a grande capacidade de diferenciar sons e uma maior flexibilidade muscular do aparelho articulatório (cordas vocais, cavidade bucal, língua, etc.). Essa superioridade se mostra, especialmente, com relação à pronúncia e fluência.

Conhecimento acumulado X habilidade assimilada
Uma diferença importante entre a criança e o adulto é que o adulto já possui uma bagagem bem maior de conhecimento acumulado e é capaz de lidar com conceitos abstratos e hipotéticos. Já a criança depende especialmente de experiências concretas. Sendo assim, e sabendo-se que a proficiência lingüística pouco depende de conhecimento acumulado, mas sim de habilidade assimilada na prática, construída através de experiências concretas, explica-se a superioridade das crianças no aprendizado de uma língua.

Conclusão
Várias são as hipóteses e os estudos feitos acerca desse assunto. Mas o que se pode concluir é que as crianças definitivamente assimilam com mais facilidade uma segunda língua, principalmente no que diz respeito à pronúncia e fluência.